Quarta, 13 Janeiro 2016

Alimentação nas Férias

Nas férias os horários costumam ser mais flexíveis, mas é preciso atenção para não pular refeições e não deixar a criança com sede.

Não é novidade para ninguém que as frutas, verduras e legumes devem fazer parte do cardápio da criançada e todo mundo sabe que é preciso estabelecer horários regulares para as refeições. O problema é como aplicar essas e outras regrinhas durante as férias.

A nutricionista Juliana Ferreira Mauri, especialista em nutrição materno-infantil, tem algumas dicas que podem ajudar os pais a organizarem a alimentação dos pequenos mesmo fora da rotina. A primeira é tomar um bom café da manhã, pois como o almoço durante as férias costuma ser mais tarde a criança estará com nutrientes suficientes para esperar pela refeição.

As crianças não devem pular as refeições. Nos restaurantes, o ideal é colocar no prato da criança todos os grupos alimentares, que são: arroz ou macarrão; feijão; legume, verdura e um tipo carne, que pode ser ave, peixe ou carne vermelha.

Para os lanchinhos da tarde, o segredo é oferecer à garotada doces gelados à base de fruta. Algumas idéias são mousse de morango, gelatina, doce de abóbora e mousse de maracujá. 

Os biscoitos recheados podem ser substituídos pelos biscoitos sem recheio. Passando uma geléia, que é mais saudável, e eles ficam mais interessantes para a criançada.

Com um pouco de disposição e criatividade, é possível deixar o cardápio sempre saudável, saboroso e divertido.

 

 

 

Sexta, 08 Janeiro 2016

Mitos e Verdades sobre o Zika

Conforme publicado no site O Nacional, em 28/12/2015, conheça os mitos e verdades do Zika Vírus:

Erupções na pele, dor de cabeça, no corpo e nas articulações, vermelhidão nos olhos, náuseas, fotofobia, conjuntivite e coceira intensa. Os sintomas são parecidos com os da dengue e da chikungunya, mas as consequências da infecção pelo zika vírus são bem mais críticas.

Apesar de ter uma evolução branda, com sintomas que duram em média de dois a sete dias, o zika está associado à microcefalia em bebês cujas mães foram contaminadas durante a gestação – e que trazem deficiências variadas. Além disso, há o risco de desenvolvimento da síndrome de Guillain-Barré (doença autoimune que acomete o sistema nervoso), recentemente associada ao vírus e que vitimiza principalmente crianças e idosos.
A febre zika é uma doença nova. Seu primeiro surto foi registrado em 2007, na ilha de Yap, na Micronésia, e chegou ao Brasil no ano passado. Por conta disso, muito pouco se sabe a respeito, abrindo margem para que muitas informações sem embasamento científico se espalhem.
Veja aqui o que é verdade e o que é mito acerca do zika:

Você pode ter sido contaminado pelo Zika e não saber - VERDADE

Segundo a Sociedade de Pediatria de São Paulo, assim como nas outras doenças virais transmitidas pelo mesmo mosquito (dengue, febre chikungunya), acredita-se que cerca de 80% das pessoas contaminadas pelo zika vírus não apresentam qualquer sintoma, o que não quer dizer que as consequências da infecção (microcefalia nos bebês dessas gestantes, por exemplo) não ocorram. 

Repelentes são a forma mais eficiente de evitar a contaminação pelo zika – MITO

O uso do repelente como único método de prevenção não garante que o mosquito Aedes aegypti ficará longe. Inclusive, nenhum dos dez repelentes testados pelo Proteste com as marcas mais comuns vendidas no Brasil foi aprovado. Uma das principais ações contra o mosquito, segundo o Ministério da Saúde, é a conscientização da população sobre o seu papel de eliminar locais nos quais o Aedes aegypti pode se reproduzir, como vasos de plantas, lixo e garrafas pet abandonadas. Além disso, recomenda-se o uso de roupas que cubram a superfície do corpo, em especial as extremidades e áreas de pele mais fina, como tornozelos, pés, punhos e mãos. 

Microcefalia no Nordeste foi causada pela vacina contra rubéola, não por causa do zika – MITO

De acordo com o último Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde, até 12 de dezembro deste ano foram registrados 2.401 casos da doença e 29 óbitos. Esses casos estão distribuídos em 549 municípios de 20 Unidades da Federação. A microcefalia é uma condição neurológica rara em que a cabeça é desproporcionalmente menor que o corpo. O crânio não se desenvolve corretamente, porque o tecido cerebral não cresce. Isso faz com que, dependendo da área do cérebro afetada, a criança tenha dificuldades de locomoção, desenvolvimento cognitivo, deglutição, audição, dentre outras. Apesar de ter relação com outras doenças, como rubéola, infecções por citomegalovírus, toxoplasmose e uso de drogas na gestação, por exemplo, a vacina não é responsável pelo surto atual. Segundo o Ministério da Saúde, todas as vacinas do calendário nacional são seguras. Em nota, a Sociedade de Pediatria de São Paulo esclarece que a vacina nunca é aplicada durante a gestação e que ela é produzida com vírus vivos e atenuados, que não são capazes de provocar as doenças. 

Quem pega zika uma vez não corre risco de se contaminar novamente – MITO

Os casos de infecções sucessivas e de coinfecção com outras doenças causadas pelo Aedes Aegypti, como dengue e chikungunya, são possíveis, desde que causados por vírus diferentes. Ainda não se sabe quais são as consequências dessa condição para a saúde. "Não temos como medir as consequências da coinfeccção ou de infecções sucessivas pelos três vírus em um paciente", afirma Claudia Nunes, chefe do Laboratório de Virologia Molecular do Instituto Carlos Chagas (ICC/Fiocruz Paraná), para quem é necessário uma investigação profunda, buscando esclarecer os aspectos clínicos e adequar o tratamento.

Amamentação deve ser mantida onde há risco de zika – VERDADE

Na Polinésia Francesa (onde houve surto de zika em 2013), médicos encontraram partículas do vírus no leite materno. Mas ainda não se sabe se existe transmissão para o bebê porque nem todo vírus encontrado no leite é transmitido. Segundo dados do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) do Estado de São Paulo, a transmissão raramente ocorre de mãe para filho. Ainda de acordo com esse documento, “até agora, não há relatos de crianças infectadas pelo zika vírus através da amamentação. Pelos benefícios do aleitamento, mães devem ser encorajadas a amamentar mesmo em áreas onde o zika vírus for encontrado”.

O vírus pode ser transmitido pelo sêmen – NEM MITO, NEM VERDADE

Segundo o Ministério da Saúde, não há estudos consistentes a esse respeito. Houve apenas um caso descrito de transmissão sexual. Além da adoção rotineira do preservativo para a proteção contra doenças sexualmente transmissíveis, o período de doença e os dias seguintes devem ser tratados com uma cautela adicional.

Nem todos os repelentes são seguros para gestantes - VERDADE

Apenas repelentes à base de DEET, IR3535 e Icaridina são considerados seguros para uso durante a gestação, de acordo com o Ministério da Saúde.

O mosquito do Zika só pica de dia - MITO

O Aedes aegypti é um mosquito de hábitos predominantemente diurnos, mas não é impossível que ele pique durante a noite. Essa espécie vem se adaptando rapidamente ao ambiente urbano e doméstico. Por isso, a recomendação é destruir os criadouros do mosquito.
Sempre verifique informações recebidas em fontes confiáveis como os portais doMinistério da Saúde, da Organização Mundial da Saúde (OMS), do CDC dos EUA ou do Centro de Controle de Doenças Europeu.

 

 

Quinta, 03 Dezembro 2015

Método BLW

Você sabe o que é BLW?

 

Método propõe que bebês com mais de seis meses se alimentem sozinhos e com as próprias mãos, mantendo o próprio ritmo para a refeição.

 

Esqueça as papinhas e colheres e simplesmente deixe que o bebê se alimente sozinho. Essa é a proposta de um novo método, o BLW (Baby Led Weaning, desmame que o bebê lidera, traduzido do inglês), que substitui as papinhas por frutas e legumes, e os talheres pelas próprias mãos. 

Criado pela consultora em saúde Gill Rapley, a técnica defende que os bebês com mais de seis meses — período em que começa a introdução de sólidos na dieta — alimentem a si mesmos, com as mãos, estabelecendo o próprio ritmo para a refeição. Quem é adepto diz que, além de a criança desenvolver autonomia, evita que os pais precisem carregar para todo lado as papinhas. Especialistas fazem ressalvas.

Pediatra nutróloga da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul e professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Elza Mello alerta para alguns cuidados que os pais devem ter ao se lançar no BLW. Embora seja quase essencial que a criança se suje — para evitar possíveis “nojinhos” futuros — e desenvolva a autoalimentação, a papa principal também é fundamental na dieta infantil.

— Se o próprio bebê for sempre pegar os alimentos, ele provavelmente não vai ingerir a quantidade de nutrientes de que precisa — explica.

Ela sugere que a alimentação seja feita de forma mista. Ou seja, que a mãe dê algumas comidinhas para a criança, mas que nunca negue caso ela queira pegá-las sozinha.

Compartilha da mesma opinião a secretária-geral da Associação Gaúcha de Nutrição, Claudia Mallmann. Especialista em nutrição infantil, ela tem receio de que a criança não chegue ao valor calórico necessário caso se alimente exclusivamente sozinha. Apesar de julgar importante que o bebê tenha a oportunidade de esmagar e sentir a textura dos alimentos, ela reitera que a mãe precisa garantir que o filho tenha uma alimentação adequada.

A nutricionista aponta, como pontos positivos do BLW a rejeição das mães por liquidificadores — o que estimula a função mastigatória do bebê — e a integração da criança à rotina familiar. Mas alerta que devem ser tomados cuidados na hora de dividir a comida, pois há restrições à consistência e à quantidade de sal, açúcar e temperos de certos alimentos.

Facilidade nos restaurantes

Bastante conhecido em países como Europa e Estados Unidos, o Baby Led Weaning ainda é visto com estranheza no Brasil. Mesmo assim, tem ganhado adeptos. Dona de um grupo no Facebook sobre a técnica, Tiê Granetto acha que o método tem crescido no país. E isso por experiência própria. Segundo ela, diariamente, cinco ou seis pessoas pedem aceitação no grupo.

Além de ocupar o tempo administrando a página, a coordenadora de marketing é também mãe de Lucca, um ano. Há seis meses, ela começou a aplicar o método com o primogênito. Mais do que a descoberta de alimentos, texturas e sabores, ela afirma que o BLW também traz muito mais facilidade para os pais, pois as crianças acabam comendo o mesmo que toda a família.

— Na papinha, tenho a impressão de que fica tudo muito misturado, e eles não conseguem desenvolver um paladar para distinguir os alimentos — completa.

Foi navegando na internet que Greice Veiga, mãe de Antonella, sete meses, descobriu o método. Há um mês aplicando a técnica, ela já percebe benefícios na filha, que se mostrou contente com a escolha. Isso porque, nas primeiras vezes que tentou alimentá-la com a colher, a filha rejeitou. Greice decidiu, assim, tentar o BLW, que, segundo ela, tem dado bastante certo.

— Acho bom porque eles desenvolvem autonomia, além de ser mais cômodo para os pais. Não preciso ficar levando papinha a cada restaurante que vamos. Ela come de tudo — explica a mãe.

O medo do engasgo

Um dos maiores medos de quem não conhece a técnica, ou quer começar a aplicá-la, é em relação ao risco de engasgar. No entanto, tanto as mães quanto os especialistas dizem que o bebê passa a entender o mecanismo do engasgo e tenta, por conta própria, evitá-lo.
 

Greice e Tiê assinam embaixo. Segundo as mães, quando os filhos colocam um pedaço maior na boca, eles mesmos tiram. Elas alertam que as crianças devem ser sempre monitoradas. A pediatra Elza reitera, também, que para que os riscos sejam menores ainda, devem ser evitados pedacinhos muito pequenos, como pipoca, amendoim e milho.

Dicas para adotar a técnica do BLW

>> O bebê deve estar sentado e ser capaz de se manter com o mínimo suporte

>> Castanhas e frutas com sementes grandes, como cerejas e azeitonas, não devem ser oferecidas

>> Os bebês devem ser sempre supervisionados enquanto estiverem comendo

>> Os alimentos devem ser introduzidos aos poucos
 

>> A comida deve ser cortada em palitinhos

>> Cuidar com os alimentos alergênicos (como amendoim e trigo) e com pedaços muito pequenos, que as crianças podem aspirar

>> Os bebês devem ter, no mínimo, seis meses, que é quando o sistema motor já está mais desenvolvido

 

 

 

Segunda, 09 Novembro 2015

O bebê, o cansaço e a culpa

 

Quando nasce um bebê, nasce uma mãe...e nasce também um cansaço gigante e uma culpa monstra. E tudo isso acontece mesmo quando existe uma equipe enorme à disposição para ajudar (lá vem a culpa por não ser você que está cuidando do bebê).

É maravilhoso receber o dom e a missão de trazer ao mundo esses pequenos anjos e então nos sentimos no topo da cadeia alimentar, parecemos mais fortes e completas do que nunca e nada parece abalar nossa confiança e nossa força... só que na prática não é assim...a gente imagina tudo isso (igual nos poemas e nos vídeos sobre mães) e se frustra ao descobrir que somos humanas, o cansaço bate mesmo e junto com ele a culpa por desejar dormir, desejar alguns minutos de privacidade, de quietude, desejar  saborear uma comida ainda quentinha, tomar uma banho demorado.... e desejar tudo isso não parece certo, afinal escolhemos ser mãe e sabíamos das renúncias que faríamos. É como se ao desejar tudo isso, não fossemos suficientemente engajadas no papel de mãe e de alguma forma estivéssemos rejeitando o bebê, daí a culpa se torna aquele monstro que associado ao cansaço vira quase uma paranóia.

 

Acalme-se, respire fundo e deixe o papai, a vovó, titias e madrinhas ajudarem nessa missão. Você tem o divino direito de desejar e executar tudo isso e mais do que o direito, você tem o dever de descansar para estar inteira nesse papel que é o mais valioso da sua vida.

 

Não se culpe, não se julgue, todas passamos por isso, todas sentimos aquele cansaço como se “a alma quase saísse do corpo” e nos falta energia. Reuna seus aliados (quem não vai amar curtir mais tempo com esse exemplar de gostosura?!) e tire um tempo pra você, só pra você. Descanse, coma devagar, vá fazer a unha, arrumar o cabelo, assistir um filme ou simplesmente fazer nada. Permita-se recarregar as energias e estar completa para viver com plenitude a alegria de ser mãe!

 



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